Lembra neguinho quando você era meu?
Lembra de quando a gente se olhava por entre cadeiras e bitucas de cigarro na madrugada?
Lembra do meu ventre que sempre fora teu, lembra?
Eu lembro da saudade que sentíamos quando a vida real nos afrontava e a gente se questionava, isso seria realmente saudável?
Lembra de quando a gente se viu, lembra pretinho?
Tu olhou pro meu sorriso sem jeito, amarelo no canto da boca e sorriu também.
Lembra quando tu me acordava sem dizer nada só pra saber que os meus olhos pousariam em você?
Lembra do meu filho que você não me deu?
Lembra de mim?
Eu te lembro sempre em minha memória, pretinho.
Você entra e sai, e mesmo assim permanece.
Não calo mais, só me dissolvo ralo a baixo, pelos caminhos que você me levou, passeio pelo neblina comovente, com tuas caras e cheiros, me vejo nos teus dias, telefonemas, te encontrei na calçada à espera do nada e eu chorava, murmurava, pedia uma resposta, me diga meu amor... Aonde eu fui parar?
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