quinta-feira, 15 de julho de 2010

Medo.

Eu tenho medo, medo de ser infeliz, de não encontrar quem eu tenho que encontrar, medo de me perder.
Eu tenho medo é de esquecer o que é amor, de não amar, e também não ser amada, de continuar sofrendo e insatisfeita.
Eu tenho medo de não crescer, não progredir e continuar cometendo os mesmos erros, sendo machucada pelas mesmas pessoas e não sair do lugar.
É, eu só tenho medo comigo, eu sou só medo, e eu sei que medo não é coisa que se diga.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Me leva pra casa

Na estrada, voltando do meu antigo lar, cheia de lembranças, me veio uma frase na cabeça, que se repetiu inúmeras vezes, achei aquilo estranho de início. Cheguei em casa, dormi, acordei e a danada não saia de mim, fiquei inquieta, mas sabia que ela era uma boa frase, e que só poderia ter algo bom a dizer. Cansada, dormi novamente, e o dia era outro, era diferente, continuei com dúvidas em relação a isso, mas me convenci a esquecê-la, uma dor de cabeça completamente sem sentido apareceu sugando as minhas energias, e ai ao tentar capotar na cama dos meus pais, eu fechei os olhos, e quis me teletransportar, poderia ser para qualquer lugar, e fui parar no passado. Fazia um calor de matar, eu estava mais magra, de cabelo mais curto, e mais feia, digamos assim. A gente entrou no shopping na última tentativa de comprar presentes, mas porra, de quem foi a idéia de ir naquele antro de compras na véspera de natal? As filas eram intermináveis, o calor já tinha sido amenizado, estávamos cansados, esgotados, porém não desistiríamos das compras por nada, afinal, a gente sempre achou os presentes de uma importância extrema. Sempre compramos livros ou cd's, na tentativa de instruir alguém culturalmente falando, ou só de marcar alguém com uma música do nosso agrado, fomos as lojas americanas, mesmo sabendo que seria uma das maiores filas que pegaríamos ao longo da nossa insana vida. Fomos, afinal não tínhamos nada a perder, só o nosso tempo. Escolhemos nossos cd's, demos pitaco, brigamos, mas logo em seguida fomos em direção a fila. Conversamos, cantamos, brigamos, falamos mal da vida alheia, mas a nossa vez não chegava, bateu uma agonia, uma vontade de deixar tudo e desaparecer, mas eu fiquei calada, só fiquei desanimada, e você insistia em conversar, e eu só fazia te olhar, embora você não entendesse, eu continuava olhando, passou uns 45 minutos, você tentava me animar, mas já tinha perdido a graça, com o seu olhar mais tranquilo, você me olhou e disse, me leva pra casa.
E foi nesse único momento em minha vida que os presentes foram a coisa mais insignificante na vida. Deixamos a nossa cestinha ali, e fomos para casa, Mas em meio a tantos bons momentos ou as inúmeras brigas, esse episódio tinha sido apagado da minha mente.
E ai, eu me pergunto, você realmente saiu da minha vida?

domingo, 4 de julho de 2010

Desire

Desejo é combustível, é meta, é quebra cabeça sem peça.
Sempre há desejo em mim, a ânsia, a incansável e desmesurada cintilância, há um brilho em desejar, não em adquirir, só em desejar.
Talvez desejar valha mais do que concretizar... Desejar algo, alguém, é mais desafiador, acho mais pecaminoso desejar alguém a tê-lo.