Que ano!
Não foi fácil, mas ninguém disse que seria né?
Eu nem joguei tão de cabeça como gostaria, mas mesmo assim caí feio, caí e me levantei, com a ajuda mãos que nunca pensei que iriam ser estendidas, e fui acolhida por braços dignos de abraços!
Caí de escada, cortei cabelo, me apaixonei, me desapaixonei, chorei com vinicius e com uma garrafa de uísque, e também fiz as minhas loucuras, tive os meus surtos, e dou fim a 2010 sentindo algo que não queria sentir em 2011... Paixão!
2011 tá batendo na minha porta, e eu to com medo de deixar ele entrar, mesmo eu tendo aspirado tanto para a sua chegada... Mas vem ni mim 2011, vem que eu to fácil, vem que eu quero realizar esse sonho, e quero voltar, e começar do mesmo lugar onde tudo foi deixado!
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Café com Leite - Antônio Maria
”É preciso amar, sabe ? Ter-se uma mulher a quem se chegue, como o barco fatigado à sua enseada de retorno. O corpo lasso e confortável, de noite, pede um cais. A mulher a quem se chega, exausto e, com a força do cansaço, dá-se o espiritualíssimo amor do corpo.
Como deve ser triste a vida dos homens que têm mulheres de tarde, em apartamentos de chaves emprestadas, nos lençóis dos outros! Como é possível deixar que a pele da amada toque os lençóis dos outros! Quem assim procede (o tom é bíblico e verdadeiro) divide a mulher com o que empresta as chaves.
Para os chamados “grandes homens” a mulher é sempre uma aventura. De tarde, sempre. Aquela mulher que chega se desculpando; e se despe, desculpando-se; e se crispa, ao ser tocada e cerra os olhos, com toda força, com todo desgosto, enquanto dura o compromisso. É melhor ser-se um “pequeno homem”.
Amor não tem nada a ver com essas coisas. Amor não é de tarde, a não ser em alguns dias santos. Só é legítimo quando, depois, se pega no sono. E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam. O café com leite, de manhã. O lento café com leite dos amantes, com a satisfação do prazer cumprido.
No mais, tudo é menor. O socialismo, a astrofísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo o asceticismo da ioga… tudo é menor. O homem só tem duas missões importantes: amar e escrever à máquina. Escrever com dois dedos e amar com a vida inteira”.
Como deve ser triste a vida dos homens que têm mulheres de tarde, em apartamentos de chaves emprestadas, nos lençóis dos outros! Como é possível deixar que a pele da amada toque os lençóis dos outros! Quem assim procede (o tom é bíblico e verdadeiro) divide a mulher com o que empresta as chaves.
Para os chamados “grandes homens” a mulher é sempre uma aventura. De tarde, sempre. Aquela mulher que chega se desculpando; e se despe, desculpando-se; e se crispa, ao ser tocada e cerra os olhos, com toda força, com todo desgosto, enquanto dura o compromisso. É melhor ser-se um “pequeno homem”.
Amor não tem nada a ver com essas coisas. Amor não é de tarde, a não ser em alguns dias santos. Só é legítimo quando, depois, se pega no sono. E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam. O café com leite, de manhã. O lento café com leite dos amantes, com a satisfação do prazer cumprido.
No mais, tudo é menor. O socialismo, a astrofísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo o asceticismo da ioga… tudo é menor. O homem só tem duas missões importantes: amar e escrever à máquina. Escrever com dois dedos e amar com a vida inteira”.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Chorinho para a amiga (pro amigo, ou pro ex- namorado) - Vinicius de Moraes
Se fosses louca por mim, ah eu dava pantana, eu corria na praça, eu te chamava para ver o afogado. Se fosses louca por mim, eu nem sei, eu subia na pedra mais alta, altivo e parado, vendo o mundo pousado a meus pés. Oh, por que não me dizes, morena, que és louca varrida por mim? Eu te conto um segredo, te levo à boate, eu dou vodca pra você beber! Teu amor é tão grande, parece um luar, mas lhe falta à loucura do meu. Olhos doces os teus, com esse olhar de você, mas por que tão distante de mim? Lindos braços e um colo macio, mas porque tão ausentes dos meus? Ah, se fosses louca por mim, eu comprava pipoca, saía correndo, de repente me punha a cantar. Dançaria convosco, senhora, um bailado nervoso e sutil. Se fosses louca por mim, eu me batia em duelo sorrindo, caía a fundo num golpe mortal. Estudava contigo o mistério dos astros, a geometria dos pássaros, declamando poemas assim: "Se eu morresse amanhã... Se fosses louca por mim...". Se você fosse louca por mim, ô maninha, a gente ia ao Mercado, ao nascer da manhã, ia ver o avião levantar. Tanta coisa eu fazia, ó delícia, se fosses louca por mim! Olha aqui, por exemplo, eu pegava e comprava um lindo peignoir pra você. Te tirava da fila, te abrigava em chinchila, dava até um gasô pra você. Diz por que, meu anjinho, por que tu não és louca-louca por mim? Ai, meu Deus, como é triste viver nesta dura incerteza cruel! Perco a fome, não vou ao cinema, só de achar que não és louca por mim. (E, no entanto direi num aparte que até gostas bastante de mim...). Mas não sei, eu queria sentir teu olhar fulgurar contra o meu. Mas não sei, eu queria te ver uma escrava morena de mim. Vamos ser, meu amor, vamos ser um do outro de um modo total? Vamos nós, meu carinho, viver num barraco, e um luar, um coqueiro e um violão? Vamos brincar no Carnaval, hein, neguinha, vamos andar atrás do batalhão? Vamos, amor, fazer miséria, espetar uma conta no bar? Você quer que eu provoque uma briga pra você torcer muito por mim? Vamos subir no elevador, hein, doçura, nós dois juntos subindo, que bom! Vamos entrar numa casa de pasto, beber pinga e cerveja e xingar? Vamos, neguinha, vamos na praia passear? Vamos ver o dirigível, que é o assombro nacional? Vamos, maninha, vamos, na Rua do Tampico, onde o pai matou a filha, ô maninha, com a tampa do maçarico? Vamos maninha, vamos morar em jurujuba, andar de barco a vela, ô maninha, comer camarão graúdo? Vem cá, meu bem, vem cá, meu bem, vem cá, vem cá, vem cá, se não vens bem depressinha, meu bem, vou contar para o seu pai. Ah, minha flor, que linda, a embriaguez do amor, dá um frio pela espinha, prenda minha, e em seguida dá calor. És tão linda, menina...
Meu amor, meu amor, meu amor, que carinho tão bom por você, quantos beijos alados fugindo, quanto sangue no meu coração! Ah, se fosses louca por mim, eu me estirava na areia, ficava mirando as estrelas. Se fosses louca por mim, eu saía correndo de súbito, entre o pasmo da turba inconsútil. Eu dizia: Woe is me! Eu dizia: helàs! Pra você… Tanta coisa eu diria que não há poesia de longe capaz de exprimir. Eu inventava linguagem, só falando bobagem, só fazia bobagem, meu bem. Ó fatal pentagrama, ó lomas valentinas, ó tetrarca, ó sevícia, ó letargo! Mas não há nada a fazer, meu destino é sofrer: e seria tão bom não sofrer. Porque toda a alegria tua e minha seria, se você fosse louca por mim… Mas você não é louca por mim... Mas você não é louca por mim...
Meu amor, meu amor, meu amor, que carinho tão bom por você, quantos beijos alados fugindo, quanto sangue no meu coração! Ah, se fosses louca por mim, eu me estirava na areia, ficava mirando as estrelas. Se fosses louca por mim, eu saía correndo de súbito, entre o pasmo da turba inconsútil. Eu dizia: Woe is me! Eu dizia: helàs! Pra você… Tanta coisa eu diria que não há poesia de longe capaz de exprimir. Eu inventava linguagem, só falando bobagem, só fazia bobagem, meu bem. Ó fatal pentagrama, ó lomas valentinas, ó tetrarca, ó sevícia, ó letargo! Mas não há nada a fazer, meu destino é sofrer: e seria tão bom não sofrer. Porque toda a alegria tua e minha seria, se você fosse louca por mim… Mas você não é louca por mim... Mas você não é louca por mim...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Que seja doce!
Laurinha, eu entrei na tua vida e nem me lembro como, acredita? Nem eu e nem a sua mamãe Zaci sabemos! Eu sei que entrei nessa sua vidinha, acompanhei 1 aninho seu, e aprendi a te amar, eu te conquistei aos pouquinhos, já você... Você sempre me teve. O que eu sinto por você, é o mesmo que eu iria sentir se eu tivesse um irmão ou irmã, e se esse ente com um laço tão forte de sangue tivesse um filho, mas isso me foi negado. Eu também penso que tudo poderia ter sido diferente e eu nem poderia ter te conhecido, então deixa as coisas assim, desse jeitinho. O melhor de 2010 foi ter convivido contigo, ter arrancado sorrisos, abraços, beijinhos, e tantos titias, que me deixaram tão emocionada. Você só nos trouxe felicidade, meu amor! Acompanhei a tua mamãe, e eu vi o tanto de amor que ela sente por você, e acredite eu quero o mesmo para os meus filhos. E quero também que quando eu esteja triste, desacreditada, e querendo desistir, alguém assim com a sua inocência e cintilância, consiga me resgatar, assim como eu vi em minha vida um tempo desses.
Eu, titia Cambulinha, prometo mudar o mundo se caso um dia eu te veja sofrendo! O que eu sinto por você é muito amor, mas não chega nem perto do que o seu papai e sua mamãe sentem, o que eles tem por você é sem tamanho. Eu só quero que você saiba que você é uma das melhores companhias que eu posso ter, seja toda linda, espalhando sorrisos, e me chamando sem parar, ou mandando eu sair de perto de você, com cheirinho de côcô e com a carinha mais linda do mundo com expressões nada amigáveis.
Você é uma benção à todos que te cercam, e obrigada por ser assim, tão perfeita!
Você, conquistou a mim e a minha pequena família, passou a adquirir um Pessoa Monteiro no sobrenome, um bôbô e uma vovó. Você virou mania, um vício... Mas um vício que só causa coisas boas!
Cresça, amadureça, mas não esqueça de sempre manter esse sorriso lindo no rosto!
E lembre-se sempre que se um dia você achar que não terá mais ninguém, você terá a mim!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Quando o amor não tem fim,
Eu amo, amo mesmo, amo pra valer.
Eu esqueço de todo o resto, e respiro amor, não sai de mim, não sai!
Eu tive alguns príncipes, e ó céus... Como eu os amei!
Exerci o meu hedonismo a todo momento, e fiz de mim tudo aquilo que não poderia ser feito, mas era por amor e porque não, não fazê-lo?
Sinto saudades, misturo com lembranças e obtenho uma quantidade absurda de lágrimas, sem falar naquela sensação de que nada deu certo, nunca deu... Vivo eternamente com isso, isso de não haver um par pra ser meu integralmente falando.
Eu vivo sonhando, e sonho com casa, lençóis amassados, crianças chorando...
Tudo tem seu tempo, mas cadê o meu?
Eu esqueço de todo o resto, e respiro amor, não sai de mim, não sai!
Eu tive alguns príncipes, e ó céus... Como eu os amei!
Exerci o meu hedonismo a todo momento, e fiz de mim tudo aquilo que não poderia ser feito, mas era por amor e porque não, não fazê-lo?
Sinto saudades, misturo com lembranças e obtenho uma quantidade absurda de lágrimas, sem falar naquela sensação de que nada deu certo, nunca deu... Vivo eternamente com isso, isso de não haver um par pra ser meu integralmente falando.
Eu vivo sonhando, e sonho com casa, lençóis amassados, crianças chorando...
Tudo tem seu tempo, mas cadê o meu?
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