sexta-feira, 23 de abril de 2010

Bate Bate

Eu tinha tudo, ou achava que tinha.
Mas não, eu não coloquei a perder, as coisas simplesmente fugiram do meu controle. Quando eu acordei, eu percebi que poderia estar em todos os lugares, exceto onde eu realmente queria estar.
Eu me perdi na minha crença, nas minhas verdades, e comecei a dar as mãos as minhas incertezas, aos meus medos, e tudo isso é culpa da falta, da ausência, ausência de afeto, de pele, de contato.
Eu prometi que iria ficar bem, mas não, eu não estou bem, eu menti pra você, assim como você mentiu pra mim.
Não adianta buscar aquilo que não existe, porque em meu peito há um coração, e esse coração bate, ele bate no propósito de sentir batidas e revidá-las também, num compasso completamente sicronizado.
Mesmo sabendo que esse compasso é desconhecido, ele bate!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Eu escrevo pra manter minha sanidade, pra não ficar careca, careta, pra me curar dos males, mudar a minha vida, mudar o mundo, nem que seja o meu mundo.
Eu escrevo pra me sentir melhor, pra acreditar em mim, pra ser quem eu sou, ou não, pra eu não ser quem eu sou, pra ser quem eu quero ser.
Eu escrevo pra me libertar, pra ser terapia, ser meu pai, minha mãe, ser quem seja que for, uma flor, um amor, uma dor.
Eu escrevo pra ser selvagem, ser alerta, eu escrevo bobagem.

sábado, 17 de abril de 2010

Des(amor)

Qual o problema do amor?
Porque enlouquecemos?
Quanto tempo perdemos nos preocupando com isso?
Se estou sozinha, eu me queixo: "Será que vou encontrar alguém?"
Se estou com alguém: "Será que é ele? Ele me ama como eu o amo?"
Dá para amar várias pessoas em uma vida?
Por que nos separamos?
Dá para consertar as coisas quando se estragou tudo?
É terrivel como eu não consigo mais acreditar, no amor, na eternidade dele.
Sempre me pareceu tão simples, era só escutar: Camila, eu te amo, eu sempre te amei!
Mas não, não é!
O amor existe, mas para mim é só de pai e mãe, porque eu continuo aqui, só!
Mas eles estão ali no outro cômodo da casa, e quem realmente afirmava me amar, me deixou.
Eu desacreditei do amor, de um cara ideal, de uma casa, de filhos.
Eu não sou mais feita de amor!

sábado, 10 de abril de 2010

Felicidade?


Dificil é quando o amor que você sente por alguém se reduz a pó, só por uma simples e inevitável escolha do destino.
Dificil mesmo é quando o amor que você sente é desprezado por alguém que julga não precisar dele, mesmo sabendo que precisa.
O amor me maltrata desde sempre, me machuca, me corta, me ilude, me faz desacreditar, ele faz tudo isso comigo, e de repente, não mais que de repente, ele se livra de mim, é como se nunca tivesse morado em mim, me preenchido, eu chego a ter repulsa de sentimentos bons, bonitos e verdadeiros. Porque o amor, me faz feliz, mas logo em seguida ele me machuca, contradiz com tudo que eu afirmo sentir, me deixa dissimulada, descontralada, sem razão. Eu me perdi no amor, mas ele não se perdeu de mim, ele não quis pulsar em minhas veias, logo em mim, justamente em mim, que sou movida por ele, ele me menosprezou só porque eu o idolatrava e fazia dele um inquilino do meu corpo e da minha alma. O amor não me quis, porque eu fui verdadeira, porque eu sentia demais e era incessantemente incontrolável. Eu me julgo ser feliz com uma só pessoa, com um só amor, mas eu não o tenho, logo não sou feliz. Minha felicidade ficou numa dessas músicas de Chico ou de Vinicius, ou em um desses beijos que nunca deveriam ser dados, talvez a minha felicidade tenha ficado em um livro, ou até esteja do outro lado do mundo a tão admirada e conhecida Budapeste.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Até o apagar da velha chama

Eu estarei aqui pra você, por você, pra ela, por ela, pra todo mundo, por todo mundo, ou pra ninguém, por ninguém.
Bonito é isso de ser abstrato, de ser quem eu sou, de ser você, e de não ter. Dificil... dificil é não se entregar as coisas, aos sentimentos, que são bonitos e breves, é não se entregar a você, mesmo que você não me queira, não me mereça.
Eu estarei aqui, pelas causas perdidas, pelo amor não dado, pelo veneno não destilado, eu estarei aqui por você, quando você me quiser... se você me quiser!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Por amor as causas perdidas

Venho aqui pelos amores não conquistados, pelas paixões mal resolvidas, pelo desprezo, pelas noites mal dormidas, eu só venho aqui por uma coisa, pelo amor as causas perdidas!

sábado, 3 de abril de 2010

José Costa,

Eu não vou mentir pra você, e nem pra mim.
Tá sendo dificil me acostumar a não ter você presente, e a questão não é que eu não queira me acostumar é só que eu não consigo.
A gente se acostuma com tudo e principalmente com as coisas boas, você se entranhou em mim, e pulsa em minhas veias, é inevitável.
Quando eu permiti que você entrasse em minha vida foi pra ser verdade, pra ser bom, pra ser eterno, embora eu saiba que nada é eterno, só algumas pessoas, mas não é o meu caso.
Foi de verdade, ao menos para mim, foi bom pra nós dois, já de eterno ele não teve nada, eu não imploro mais, se quiser a mim, queira, e você terá, eu simplesmente, loucamente, sou sua.
Porque sempre que eu misturo poesia e cachaça termina em você, e ninguém mais.
Com ou sem violão.
Eu escuto Chico, Vinicius... E me queimo por dentro, é massacrante, eles entram por todos os buracos, e terminam em você.
Eu vejo crianças lindas, brancas, teimosas e elas consequentemente terminam em você.
Tudo involuntariamente termina em você!
E aqui no meu quartinho, com meu sonzinho, sozinha, e sem meu violão, eu fico pensando, onde foi que eu errei? Que mistério é esse que eu não consigo solucionar?
Não tem sido fácil, te querer, saber que você me quer um pouquinho, mas não dar certo!
Eu sei que seriamos o encaixe perfeito, e isso dói, porque eu sei, e eu sei que você sabe, mas não é assim, não é.
E eu passo boa parte do meu tempo pensando nisso, nas músicas que ainda teriamos pra escutar, nos livros que eu te daria pra ler, nos beijos, nos abraços e no quanto a gente se dava e se daria bem.
Eu fui feliz com você, e saiba que seria bem mais.
Eu me perdi, mas eu te encontrei, e ai eu me achei, e fiquei sendo sua por um momento, curto, mas um bom momento.
Quando eu vejo casais bonitos, e aqueles que o namorado é bem mais bonito que a namorada e até tem mais bunda que ela, eu termino em você.
Tem sido dificil, mas não impossivel.
Eu mudei, troquei de causa, e vivo pelo amor (de novo), eu fiz as mesmas escolhas que havia feito anteriormente, mas dessa vez eu tinha certeza que daria certo, eu e você, você e eu por perto.
Mas não, como anteriormente, eu continuo enganada ou até me enganando. Eu posso até estar errada mas eu prefiro crer que você me quer ao seu lado, só não tem certeza disso, eu te quero, eu te quero porque você tá vivo, me faz bem, porque você me possui, você me tem!
Eu não queria que você me ignorasse e que desse uma de que eu não existo, eu não quero isso, eu não mereço!
Não te ter de qualquer ou nenhuma maneira, não é legal pra mim.
Eu sou sua, mas o que adianta se você não é meu?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Por amor a vida

Eu tenho me estranhado, embora eu continue impulsiva e achando que sou dona de mim, quando eu não sou!
Faço as coisas sem pensar, vou pela reação de prazer imediato, afinal eu tenho o quê de hedonista. É uma pena mas tudo isso que venho fazendo não agrada as pessoas que me amam e me cercam, como também eu sou ciente que não é bom para mim, mas é algo que vai além, não é questão do cerebro funcionar ou agir de imediato, é só o fato de fazer e não me arrepender. É dificil demais encarar isso, mas a gente sempre tenta e até aprende, eu só queria não magoar essas pessoas que me cercam, elas não merecem isso, se fui eu que fiz algo, eu que pague.
Embora eu pague com uma tortura louca.
Eu só queria o perdão dessas pessoas, só o perdão!