
Quando você apareceu na minha vida tudo se tornou mais fácil, difícil mesmo era ter que disfarçar e dar uma de que pouco me importava com você.
Você era céu, chão, mar...
Mas maldito foi aquele domingo em que você decidiu que eu não seria mais sua, e tampouco você seria mais meu, isso é se você um dia foi.
Eu ainda não sei de quem foi a culpa, não sei se foi minha por me abrir demais, ou sua por partilhar só algumas coisas irrelevantes para você mas cheia de importância pra mim, como tudo aquilo que remete a você!
É uma pena que a gente tenha se perdido, eu tentei, acredite... E me perdoe se em algum momento eu não te dei o meu melhor, a intenção nunca foi essa.
Lembro que em uma sexta-feira passamos uma tarde juntos, não namorávamos mais, contra a minha vontade claro, mas gastamos tempo nessa tarde. Eu não sentia frio algum, mas teu casaco me pareceu uma ótima maneira de passar mais algumas horas com você, ou ao menos com o teu cheiro, o que claro geraria uma devolução, onde eu passaria mais tempo olhando pra você! E nessa devolução eu pedi pra você voltar, pra você se importar, e você me perguntou se eu faria qualquer coisa pra te ter de volta, e toda a minha impulsiva intensidade respondeu que sim. Como se fosse uma condição mínima, você me colocou a prova e me pediu um filho; E eu? Como eu negaria um filho a você? Com que cara? Eu aceitei, por alguns segundos eu sabia que não teria nada a perder, eu só ganharia com isso, realizaria sonhos... Mas não, o meu ventre ficou a esperar, assim como eu, e sei que essa espera não será revertida em tempo algum.

eu conheço essa história como a palma da minha mão, e sei de tudo que se passou antes e depois, e do que ainda se passa hoje em dia.
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